• Larissa Shanti

A vida

O som flui pelo espaço, o som do acordar dos pássaros, o som do dançar do vento, o som da fluidez da água, o som do sol tocando a pele. Vida, esta que via a meu redor, vida esta que esquecemos que tão delicada reside dentro de nós. Vida, aquilo que temos de mais natural, o despertar do corpo e da alma. Vida. Dentre todas as coisas diárias que acabamos por nos perder esquecemos que dentro de nós há um laço delicado entre a vida e a morte, entre o ser e o não ser. Em meio ao ciclo infinito, que acostumamos estar, esquecemos da mágica que é vivê-lo. O pulsar eterno do peito, que em um ritmo constante soa, sempre tocando, vivo, carregado do mais belo sentimento, sempre soando, criando a melodia eterna da vida dentro de cada ser. O pulsar do peito que mesmo o corpo cansado, mesmo a mente doente, não para, vivo, carregado do mais puro sentimento. E quando os pássaros cantam vibra no peito a harmonia perfeita entre o retumbar e a música. E quando o vento dança desperta no peito a liberdade de expressar-se, quando a fluidez da água toca, as emoções reprimidas no peito libertam-se. E quando o sol toca a pele cansada a vida esquecida no coração fraco acorda, e um novo ritmo se forma.



E, em meio a tudo isso a vida vibra, vibra no som do peito. Vibra nesse ritmo constante da fluidez dos ciclos. O ciclo que se forma entre esse laço delicado da vida e da morte. Esse ciclo que a cada segundo acaba e recomeça. Esse ciclo que faz do crescer de uma árvore a constância e a inconstância das flores, o crescer das raízes e dos galhos, o amadurecimento do fruto, e nascimento da semente. Esse ciclo que traz na criança o espaço para sonhar, no adulto para mudar, no ancião para ser. Esse ciclo da vida e da morte. A morte que bela carrega nos braços o espaço, o espaço para dali gerar uma nova vida, o espaço onde reside a liberdade do sonhar. E desse espaço, dessa morte de um ciclo que constantemente acaba, surge um novo começo, uma nova vida. Vida, essa que vibra em infinitas possibilidades do que pode ser a vida. Vida essa que não vemos com os olhos, a energia infinita que corre pelo mundo, tocando sutilmente tudo aquilo que reside em algum lugar no tempo. Vida nada mais que o puro impulso da essência, e a total liberdade do som do peito que canta a melodia eterna do ser.

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© Criado por Larissa Shanti

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